Para Andre Green, a Clínica Contemporânea marca a transição da ” patologia do conflito” (típica das neuroses clássicas) para a “patologia do vazio”.
Enquanto o neurótico sofre por desejar o proibido, o paciente contemporâneo de Green sofre por não conseguir sentir, representar ou dar sentido à própria existência.
Existem “buracos” em sua trama psíquica e ele dispõe de poucos recursos simbólicos para enfrentar a vida, o que o leva a uma profunda sensação de desamparo.
Hoje recebemos frequentemente na clínica pacientes entediados, deprimidos, que apresentam somatizações, adicções, passagens ao ato e comportamentos de risco, entre outros.

